(Ailton adverte: este é um texto super pessoal, mas também não é novela. O fiz pra tornar interessante minha auto-expressão, não pra chorar. *snif*)
Quando assim sou visto de forma negativa, eu tento ser natural e encarar como algo natural. Mas, é impulsivo, infelizmente. Sinapses despertam, em alguns momentos. E meu lado irracional e infantil, me pressiona sem querer, a pensamentos auto-negativos.
Ok, isso até parece algo comum, mas o problema está que isso já precisaria ter sido superado. Com 22 anos, preciso tranquilizar, diminuir certos problemas emocionais, racionais. MAS FATO SEJA. Adultos também pode possuir problemas graves do tipo. Bem, ao menos, estou e permaneço buscando os passos.
Diante de um amigo, mestrado de psico, pedi pra me deitar no sofá dele (lol) e assim fui diagnosticado, com Transtorno de Estresse pós-Traumático. Nome complicado esse, e como estudante auto-didata de psicologia por enquanto (só vou estudar na faculdade em agosto lol), nunca estudei a respeito. Mas após ter me aprofundado, realmente, fez um pouco mais de sentido. A intuição me dizia, mas por falta de estrutura no assunto, não sabia concluir. A conclusão dele esclareceu melhor.
Nunca neguei que possui uma infância complicada, com Bullyings e falta de companheirismo. E o que eu acreditava supor só ser introversão, acabou me pegando de jeito. Tenho medo especificado de pessoas, em certos aspectos. De amar, de ser amado. De agressividade física ou verbal. De ser taxado da pior forma possivel.
Como por exemplo, algo que ocorreu hoje. Num mercadinho de uma casa, de pessoas no qual convivo e vamos periodicamente para uma igreja "restaurada" que ando frequentando, estávamos conversando sobre o Senhor Jesus, Apocalipse e outras coisas. E assim uma jovem entrou. Neste mesmo momento, Paulo, um destes que estava, pediu que eu lesse um trecho da Biblia. Quando comecei a ler, minhas mãos tremeram. Quem ainda não sabe, possuo CID G 25.0. (Tremor essencial.) Algo mais suave que o mal de parkinson, digamos. E ela começou a rir.
Foi dai que, despertou aquilo que não costumo gostar, mas é inevitável. A sensação de ser zombado. Debochado. Ok, sei que ela apenas achou engraçado isso. Mas o que seria "culpa de minha irracionalidade", seria apenas minha mente, ainda ferida por tais momentos que passei. Quanto a ela, tudo bem, ela não sabia que tinha tremores, nem precisamos dizer desculpas ou perdão. Só a minha imperfeição, que precisa ser reformada.
Alias, ainda não comentei pra ninguém algo. Ainda tenho pavor de escola. Nos primeiros dias ATÉ HOJE, ainda tenho a sensação de poder ser rejeitado, zombado, minorizado. Claro, estou mais controlado, pois pelo menos, tive um bom 2º e 3º ano do ensino médio, sendo que o último me fez ter mais amigos. Mas há dias (até hoje) em que isso se fortalece tanto que posso até ficar em um estado de luto profundo comigo mesmo, por muitas horas. Assim como na infância isso me deixava sem dormir e chorava constantemente. Pessoalmente, prefiro conhecer pessoas por apresentação, de amigos já conhecidos. Na escola, é um pouco complicado, pois minha 'falsa empatia' pode me trazer a concepções mais complexas, como "este me acha ridículo, este me despreza por motivo x". Prefiro então relaxar, agir com alguma passividade em certos casos, e ir conversar com quem mais me asseguro. Mas há momentos em que, ao invés de ser firme e reclamar de tal ato, eu me assusto, fico reprimido. Antigamente, eu simplesmente bancava o narcisista e busco ver as imaturidades e defeitos para assim me julgar mais forte. Mas me recuso a pensar deste modo novamente. Até ando com duas amigas em que comentamos "vai dormir que assim você relaxa e fica melhor, quando acordar". E de fato, acordo e fico melhor. Só nunca contei pra elas que minha "imaturidade" é por isso, também, rs.
Eu, também, já pensei em sair da Ifal, e relaxar diante do estresse no qual passo. E este estresse, defendia, é consequência do que ando estudando. Mas alguns de meus amigos filósofos reunidos, num domingo bem tenso, destruíram minha fuga. Sim, estava fugindo. Frustrei-me com coisas pessoais lá dentro, pessoas estavam deixando de interagir, pessoas que não viam suas expectativas diante de mim magoavam-se ou se afastavam. A bronca ENORME que tive (afinal, somos tão abertos que falamos tudo na cara, mesmo. xD), me ergueu, e fez ver, que apesar de tanto que aprendi, ainda sou uma criança que possui algo que precisa ser curado. Fiquei mais tranquilo. E o que parecia estar destruindo, foi voltando pra dizer "tá tudo bem." (Entei? q)
E assim, meu lado adulto, amante de estudos, da vida, e da Força, ciente disso, deve buscar e receber formas.
Agradeço a quem me compreendeu e me aguentou nos meus momentos tensos, também. De resto, Mateus 5, 38-42.
terça-feira, 17 de maio de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Irreal
Parecia ser verdade
E segui com toda emoção
Mas algo não respondia
Quebrando minhas direções
Se tivesse como encontrar
Precisei eliminar a mim
Foi dai que pude ver
Não pude me impedir a tempo
Pra manter, eu não sei
Mas me importei
E vi tudo, desaparecer
Fez doer...
(♫)
(Eu, Ailton, advirto que estes versos são parcialmente influenciados por experiências e impressões, somente. Embora que, não há como impor esta situação descrita acima, como uma solução. Ela apenas ocorre. Cada um que o sofre, pode agir depois, de inúmeras formas. Particularmente, eu não concordo com tais sentimentos, nem que elas tenham que existir. Acredito que é preciso enfrentar a realidade que há em ti e pôr pra fora. Sem teimosia. Sem novela. Sem covardia.)
(♫)
(Eu, Ailton, advirto que estes versos são parcialmente influenciados por experiências e impressões, somente. Embora que, não há como impor esta situação descrita acima, como uma solução. Ela apenas ocorre. Cada um que o sofre, pode agir depois, de inúmeras formas. Particularmente, eu não concordo com tais sentimentos, nem que elas tenham que existir. Acredito que é preciso enfrentar a realidade que há em ti e pôr pra fora. Sem teimosia. Sem novela. Sem covardia.)
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
Self?
Tantos instintos, tantas artes
A se apreciar, e sem nenhuma razão
E enquanto tudo, se torna rotinas
Abro outras portas
Sorrio após elas
Self, será que isso existe?
Quando tantas invenções, sobre minha mente,
Agita a cada expansão
Expande a dor e a sensação
Que permaneço em um sonho
Virtuoso...
♫
(Eu, Ailton, advirto que esta sensação parece fabuloso de se ter, embora há quem não aprecie, pois, pode tornar-se um pouco mais irracional do que poderia. No momento em que digito (11/04/2011), eu passo por tal sensação. E estou adorando. Mas sei que um dia, posso mudar de concepção. Afinal, mesmo eu querendo ser muitas vezes, não creio que ninguém possa ser imparcial por completo.)
A se apreciar, e sem nenhuma razão
E enquanto tudo, se torna rotinas
Abro outras portas
Sorrio após elas
Self, será que isso existe?
Quando tantas invenções, sobre minha mente,
Agita a cada expansão
Expande a dor e a sensação
Que permaneço em um sonho
Virtuoso...
♫
(Eu, Ailton, advirto que esta sensação parece fabuloso de se ter, embora há quem não aprecie, pois, pode tornar-se um pouco mais irracional do que poderia. No momento em que digito (11/04/2011), eu passo por tal sensação. E estou adorando. Mas sei que um dia, posso mudar de concepção. Afinal, mesmo eu querendo ser muitas vezes, não creio que ninguém possa ser imparcial por completo.)
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Opinião formada... Imaturidade? (Calma, leia o texto...)
Hoje mesmo, enfrentei mais uma vez, uma discussão. O assunto era: arrogância diante da arte auditiva (Música). É válido descartar as outras bandas, como as genéricas, eletrônicas, ou até mesmo as antipatizados pelos anti-ouvintes?
Minha opinião é: Descartar tais bandas, cantores e orquestras aos seus ouvidos, tudo bem. Mas usar de sua subjetividade como uma "opinião formada", com o direito de jogar fora, expressar preconceito e ódio em determinado estilo ("isso é modinha, coisa de poser, merece garrafadas"), já é retardar o processo de amadurecimento.
Mas não ataco quem pretende atacar as artes que eu refiro. Mas sim, ataco a ousadia do qual é usado o termo "opinião formada". E ainda mais, unido com a seguinte frase: "a opinião é minha e você não vai mudar!"
De certo modo, "opinião formada" soa mais algo do tipo "oi, eu sou um teimoso que não quer buscar outras formas de expandir minhas ideias e dos outros também, e assim quero permanecer apto a julgar que possuo a melhor concepção do mundo. Se não for a melhor do mundo, ao menos é o melhor PARA MIM".
Claro, não estou querendo dizer que todos que afirmam ter "opinião formada", são imaturos. E sim que, este termo e usado de forma que, as pessoas acabam limitando-se, ao menos no caso que espero terem interpretado no qual eu estou me referindo. Tentarei explicar.
Podemos lutar com todo o nosso fervor nossas teses, nossas ideologias, mas julgo mais sensato usar da discussão para assim encontrar a razão entre a oposição do debate. Se assim houver uma discordância, então, em um dos lados, há um problema. Devemos lutar juntos para encontrar este problema, e assim conseguirmos resolver e entrarmos em um consenso. E sem encarar como uma vitória ou derrota, reconhecermos os nossos erros e acertos como seres humanos racionais e auto-críticos, e assim continuar evoluindo o que aprendemos com isso. Mas e quando alguém prefere encarar uma discussão como "eu irei falar uma REALIDADE!" e assim não importa como... Fará de tudo para colocar em base que os outros estão errados, e ainda com "essa é a minha opinião formada e ninguém irá mudar!"?
Isso é o mesmo que dizer: "Vocês são irracionais, e eu estou certo!". E aqueles que estavam observando por perto, aplaude, ou ignora. E a maioria dos "filósofos", encerram o assunto com o peito inflado. (Mais inflado se receber aplausos: conseguiu influenciar.)
Pois é. O mundo precisa desvalorizar um pouco mais o ego, minha nossa!
Minha opinião é: Descartar tais bandas, cantores e orquestras aos seus ouvidos, tudo bem. Mas usar de sua subjetividade como uma "opinião formada", com o direito de jogar fora, expressar preconceito e ódio em determinado estilo ("isso é modinha, coisa de poser, merece garrafadas"), já é retardar o processo de amadurecimento.
Mas não ataco quem pretende atacar as artes que eu refiro. Mas sim, ataco a ousadia do qual é usado o termo "opinião formada". E ainda mais, unido com a seguinte frase: "a opinião é minha e você não vai mudar!"
De certo modo, "opinião formada" soa mais algo do tipo "oi, eu sou um teimoso que não quer buscar outras formas de expandir minhas ideias e dos outros também, e assim quero permanecer apto a julgar que possuo a melhor concepção do mundo. Se não for a melhor do mundo, ao menos é o melhor PARA MIM".
Claro, não estou querendo dizer que todos que afirmam ter "opinião formada", são imaturos. E sim que, este termo e usado de forma que, as pessoas acabam limitando-se, ao menos no caso que espero terem interpretado no qual eu estou me referindo. Tentarei explicar.
Podemos lutar com todo o nosso fervor nossas teses, nossas ideologias, mas julgo mais sensato usar da discussão para assim encontrar a razão entre a oposição do debate. Se assim houver uma discordância, então, em um dos lados, há um problema. Devemos lutar juntos para encontrar este problema, e assim conseguirmos resolver e entrarmos em um consenso. E sem encarar como uma vitória ou derrota, reconhecermos os nossos erros e acertos como seres humanos racionais e auto-críticos, e assim continuar evoluindo o que aprendemos com isso. Mas e quando alguém prefere encarar uma discussão como "eu irei falar uma REALIDADE!" e assim não importa como... Fará de tudo para colocar em base que os outros estão errados, e ainda com "essa é a minha opinião formada e ninguém irá mudar!"?
Isso é o mesmo que dizer: "Vocês são irracionais, e eu estou certo!". E aqueles que estavam observando por perto, aplaude, ou ignora. E a maioria dos "filósofos", encerram o assunto com o peito inflado. (Mais inflado se receber aplausos: conseguiu influenciar.)
Pois é. O mundo precisa desvalorizar um pouco mais o ego, minha nossa!
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